Os termos que mais aparecem quando se fala em preço do café — explicados de forma direta, para o produtor entender o que move a sua cotação. Do arábica na bolsa de Nova York ao COT dos fundos, este é o vocabulário do mercado.
Espécie de café (Coffea arabica) de maior valor de mercado, mais aromática e ácida. É o referencial de preço negociado na bolsa de Nova York (contrato Coffee C / KC) e puxa o preço de toda a cadeia.
Espécie Coffea canephora, mais resistente e com mais cafeína. No Brasil é chamado conilon (Espírito Santo, Bahia, Rondônia) e negociado na bolsa de Londres. Historicamente segue a tendência do arábica.
Contrato futuro de café arábica negociado na ICE Futures US, em Nova York. É a principal referência mundial de preço do arábica, cotado em centavos de dólar por libra-peso.
Indicador de preço físico do café no Brasil, calculado pela Esalq/USP. É a referência para negociação no mercado interno, em reais por saca de 60 kg.
Relatório semanal da CFTC que mostra o posicionamento comprado e vendido de fundos e comerciais no mercado futuro. Sinaliza apetite especulativo e possíveis reversões de tendência.
Diferença entre o preço físico de um café específico (região, tipo e bebida) e a cotação da bolsa. Reflete prêmios e descontos de qualidade, logística e oferta local.
Spread entre o arábica de Nova York e o robusta de Londres. Quando se estreita, a indústria tende a trocar arábica por robusta nos blends, afetando a demanda de cada um.
Conjunto de preços dos vencimentos futuros do café. Vencimentos curtos mais caros que os longos indicam backwardation (oferta apertada); o oposto é contango.
Situação em que os contratos de vencimento mais próximo são mais caros que os mais distantes, geralmente sinal de escassez de oferta no curto prazo.
Operação de proteção em que o produtor trava um preço de venda no mercado futuro para reduzir o risco de queda da cotação até a entrega física.
Bolsa brasileira, onde se negociam contratos futuros de café arábica em reais — úteis para hedge sem exposição cambial direta.
Unidade padrão de comercialização do café no Brasil, equivalente a 60 kg de café beneficiado.
Café beneficiado sem separação por peneira ou classificação — a produção 'como saiu' do processamento. Costuma ser negociado com desconto em relação ao café tipado.
Café processado retirando-se a casca do fruto maduro antes da secagem, resultando em bebida mais limpa e doce, geralmente com prêmio de preço.
Critérios de classificação do café: peneira (tamanho do grão), tipo (defeitos) e bebida (qualidade sensorial). Juntos determinam prêmios e descontos sobre o preço base.
Característica do cafeeiro de alternar um ano de alta produção (carga) com um ano de baixa (descarga), influenciando a oferta e o preço de uma safra para outra.
Índice de Vegetação por Diferença Normalizada, medido por satélite, que estima o vigor e a saúde da lavoura. Quedas no NDVI podem antecipar problemas de safra.
Taxa entre dólar e real. Como o café é cotado em dólar na bolsa, a alta do dólar tende a elevar o preço em reais recebido pelo produtor brasileiro — e a queda, o contrário.
O Café Futuro acompanha 396 variáveis de 14 fontes todo dia e traduz tudo isso em uma leitura clara do mercado, com o parecer do Conselho de IA.
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